Dezembro 2005. Pastoril. Direção artística e participação como bailarina no Grupo Pastoril de Campinas em apresentações do espetáculo no Sesc Santos, SP; Sesc Itaquera, SP e Espaço Garagem, Campinas, SP.

Dezembro 2006. Pastoril. Participação como bailarina no Grupo Pastoril de Campinas em apresentações do espetáculo no Sesc Itaquera, SP; Sesc Campinas, SP e no Centro de Campinas (Prefeitura Municipal de Campinas).

O Pastoril - Tradicional folguedo nordestino.

A manifestação é um auto de Natal que retrata a viagem de um pastor e suas pastorinhas à Belém, para ver o Menino Jesus. No caminho, encontram vários personagens, como a borboleta, a cigana e a camponesa. Um anjo é o guia das pastoras durante toda a jornada. Além de canto e dança, o espetáculo conta com o acompanhamento de músicos.

A representação é uma recriação brasileira dos autos da Península Ibérica trazidos pelos portugueses na colonização do Brasil. Ligado ao presépio, criado na Idade Média na Europa, era um auto sagrado, montado dentro ou defronte de igrejas ou, ainda, em palcos ambulantes, desde que com o patrocínio ou permissão da Igreja. Também tem origem na simbólica batalha entre cristãos e mouros, representados, respectivamente, pelos cordões: azul e encarnado (vermelho), formados pelas pastoras.

A influência do “Pastoril” na cultura brasileira
Ao chegar ao Brasil, com os primeiros colonos portugueses, a representação do nascimento de Cristo, que no presépio era estática, assumiu aspectos dramáticos, dando origem ao Pastoril, em Recife (PE).
A sua tradição é intrínseca a diversas manifestações populares e influenciou parte do início da formação dos blocos carnavalescos brasileiros. Atualmente, permeia nossa literatura, músicas e criações artísticas.

Grupo do Pastoril de Campinas
O responsável pela montagem do Pastoril em Campinas é o músico e pesquisador Geraldo Jorge, pernambucano radicado na cidade. O espetáculo do grupo local foi baseado na pesquisa da etnomusicóloga e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFP) Dinara Helena Pessoa. Ambos cursaram Música na Escola de Belas Artes da UFP, onde voltaram seus estudos para as manifestações populares brasileiras.

O projeto começou em 2002 por iniciativa da então Secretaria Municipal de Cultura, Esportes e Turismo de Campinas. Em 2002 e 2003, a população pôde assistir a diversas apresentações gratuitas em todas as regiões da cidade. A partir de 2004, segue sua produção como grupo independente e já se apresentou nos seguintes locais: Sesc Campinas, Sesc Santos, Sesc Itaquera, Espaço Cultural Garagem em Campinas e Prefeitura de Campinas.

O Espetáculo

A apresentação, com duração de aproximadamente uma hora, tem canto, teatro, dança, além do acompanhamento de uma orquestra de Pau e Corda formada por: violino, clarineta, cavaquinho, contrabaixo acústico, ta rol e surdo. O grupo possui 24 componentes, dentre músicos, dançarinos e cantores.

A participação do público no Pastoril é fundamental: personagens, espectadores, cenário e plateia interagem o tempo todo, tornando o que poderia ser uma mera apresentação numa troca constante e instigante, repleta de vaias e aplausos, assobios e graças, movimentando a disputa entre os cordões.

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